Que meus filhos e netas recordem o meu amor pela escrita! Afinal as histórias são feitas para serem partilhadas. Só assim elas se propagam e se perpetuam...

domingo, 22 de junho de 2014

MAÇANICAS


Eram muitas pelos matos e nos quintais da cidade.

Lá estavam cobertas de pequenas folhas de onde iriam emergirir maçãs muito pequenas como berlindes a que chamávamos maçanicas.

Havias amarelado com um raiado avermelhado, grandes e carnudas ou miudinhas, mas doces e gostosas.



E subíamos á árvore para as apanharmos, enchíamos os bolsos delas, e repartíamos com as outras crianças.

Tinham um cheiro característico, duravam pouco na árvore, até passarem ao ponto máximo de maturação e caíam.



Nessa altura colocava-se a secar ao sol daquela  África que as deixava mais doces e se guardavam para o resto do ano.

Não falando do doce, que guardavam em vidros de boca larga com tampas coloridas, numa cor avermelhada escuro que faziam as delicias dos lanches.



Passado tanto tempo, salivo de saudades desta fruta.

3 comentários:

F. J. Branquinho de Almeida disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Carmen Azevedo disse...

Eu tenho umas árvores dessas cá em Portugal, tem a receita do doce?

Mimi Teixeira disse...

Apenas ferver o açucar com as maçanicas até ficarem no ponto.