Que meus filhos e netas recordem o meu amor pela escrita! Afinal as histórias são feitas para serem partilhadas. Só assim elas se propagam e se perpetuam...

sábado, 24 de outubro de 2015

O 88 ºANIVERSARIO


Senhora de todas as faculdades mentais, e com saúde, apenas os joelhos a fazem parar ou diminuir o ritmo de quando em vez.

É do tempo, é da idade mas são os ossos que já estão cansados de tantos andar.

D. Augusta, ou avó Augusta fez 88 primaveras, bela data para festejar

Como gostaria de ter a seu lado os filhos todos e netos, mas a vida nem sempre é como queremos e neste dia só metade da família esteve sentada a mesa.

Já  são tempos passados em que o sábado e domingo era de descanso e reunião de família, hoje nesta vida de correria não deixou que tal acontecesse.

Mas foi lindo o dia mesmo com a chuva a cair, mas dentro de casa no calor da família estiveram parte os netos e as velinhas apagaram-se.

Não sei se foi ela ou a “sócia” que sempre sentada a seu lado e que se péla por apagar as velas de todos os aniversários.

Festejou-se após um belo almoço e pela tarde.

Por fim apenas lamentou não ter tido filhos e netos todos presentes.

Passou mais um ano, talvez para o próximo se juntem todos porque nestas idades nunca se sabe.


Felicidades minha mãe, cá estaremos sempre juntos até que Deus queira.








sábado, 10 de outubro de 2015

Primeiro dia de Aulas





Nasceram ontem, ou foi há mais tempo, para mim o tempo não passou pois ainda sinto aquela sensação maravilhosa de as receber pela primeira vez em meus braços.

Tão pequeninas que eram, quase cabiam nas palmas das duas mãos unidas, como se recebêssemos uma bênção divina.

E foram mesmo, as minhas meninas filhas do meu filho o privilégio que Deus me deu de ser primeiro mãe e depois avó.

A sensação de adormecerem a meu colo junto ao peito numa troca de calor aconchegante de paz e felicidade.

Encheram a nossa vida de alegria, voltei a fase das fraldas, do primeiro dentinho, das historias para dormir, das primeiras letras e dos mimos sem fim.

E cresceram, deixaram de caber nos meus braços, sobrando apenas o colinho onde cabem todos até mesmo crescidos.

Aquele colinho que dou à minha filha quando me visita sentindo aquele calor e cheirinho só dela, passando tempos na conversa, o mesmo onde recebo as minhas netas quando chego a casa e lhes pergunto pelo dia de escola.
Este ano a Margarida entrou no infantário a escolinha que tanto falava por não ter quando via a irmã sair do carro para o colégio.

Aquela pequenita de bibe e mochila na mão a caminhar com um ar soberbo sentindo-se já crescida e dona da vida.

Não chorou, alias nenhuma das duas o fizeram, enfrentaram a nova etapa da vida com coragem e sorriso, corajosas como eu não imaginava.

Fica a recordação do primeiro dia de aulas das minhas meninas.