Que meus filhos e netas recordem o meu amor pela escrita! Afinal as histórias são feitas para serem partilhadas. Só assim elas se propagam e se perpetuam...

terça-feira, 12 de junho de 2018

FINALISTA MARIA MIGUEL







A vida nem sempre é como queremos, uma vez tristes com algo que nos acontece na família outra vez alegres o que depressa anula a parte negativa anterior.

É preciso ter uma grande coração para aguentarmos tudo ao mesmo tempo, tratar de quem precisa e alegrar com quem nos dá alegrias.

Confesso que penso serem estas coisas de família ou seja todos nós passamos por esta situação.

Hoje vou aqui colocar apenas o que muito me alegrou e envaideceu na passada sexta feira.

Tal como os filhos os netos também nos colocam vaidosos de peito cheio de orgulho.
Pois como ia dizendo foi na passada sexta feira o baile de finalistas do colégio da Via Sacra em Viseu, que durante determinado tempo foi onde a minha neta mais velha frequentou seus estudos, sempre com notas de cinco quer em pontos durante o anos quer no final do ano com uma média fantástica.

Menina meiga, lutadora conseguiu conciliar as boas notas nos estudos com o desporto que a apaixona, o fottball.

Sinceramente admiro , não por ser minha neta, mas por ser uma menina que luta alegremente pelo que gosta.

Já é considerada atleta de grande competição, com internacionalizações a somar, sem descurar os estudos.

Tenho como todos sabem uma filha já crescida independente e Deus deu-me agora esta minha neta para continuar a ter companhia e dar um amor incondicional.

Como ela mais dia menos dia foge-me para uma universidade, fica a irmã Margarida, a minha flor de 6 anitos , começando agora a 1ª classe, para eu continuar acompanhada.
Deus é grande e agradeço pelas alegrias que me tem dado.

Ou seja na minha vida saí uma, fica outra até chegar aquela idade que serão elas a acarinhar-me a mim quando já não puder ajuda-las.

Já agora vou contar-vos uma confidencia que também me fez rir e agradecer a Deus, as coisas acontecerem sem que esperasse.

O vestido de finalista da minha filha, após milhentas escolhas, acabou por ser confecionado por mim, a seu gosto , era realmente lindo em renda e cetim cor bordeaux.

Surpreendentemente aconteceu o mesmo com a minha neta, levou dias a percorrer as modas na Internet quando encontrou o que gostava estava esgotado.

Era aquele e só aquele que queria levar e não conseguia, torno a entrar em cena e lá estive confeccionando o vestido que ela adorou em verde , e foi a mais linda da festa .

Aqui vou agradecer à Irmã Doroteia que já descansa na paz do senhor, as aulas de lavores que tanto nos ensinaram e à minha mãe que desde pequena me colocou bastas vezes agulha e linha nas mãos e assim aprendi o gosto de estar sentada em frente da maquina de costura fazendo coisas lindas.

Estou ainda esperançosa que farei também o vestido da Margarida, mas isso só Deus sabe.

Acabando abrir tudo que me vai na alma aqui coloco as fotos da festa da Maria Miguel.






quarta-feira, 30 de maio de 2018

A MEDALHA


Encontrei, encontrei após muitos anos no fundo de uma mala das que ao longo destes anos guardava coisas que minha mãe achava sem interesse pelo tempo que já havia passado , e apenas ali estava como recordação das filhas.

Com a vinda de África muita coisa foi acomodada em arcas que viajaram fechadas como que ali estivesse um tesouro e apenas foram abertas de quando em vez para ali colocar bolas de naftalina para que se conservasse o que lá descansava como recordação.

Realmente com esta mudança radical a que fomos obrigados, muita coisa se perdeu dentro delas tais como roupas que de nada serviam, e outras minúcias sem interesse, abri-las e expor, já não teria uso algum.

Para mim quando algo antigo, esquecido encontro, torna-se num tesouro, poderá nada valer mas leva-me exactamente ao tempo que eram usadas e como tal pertencem a historia da minha vida.

Desta vez encontrei uma medalha que ao tempo era usual andar pendurada nos berços ou no carrinhos de bebé  para que fossemos guardadas de todos os males.

Quando nasci o meu carrinho de bebé, era diferente das “bombas” que hoje por ai de vê e a um preço quase diria de um Rol-Royce., e numa foto que tenho guardada lá está a medalhinha que de valor nada terá pois em volta um trabalhado de plástico apenas a enfeita.

Não sei quem a ofereceu mas efectivamente existem duas, uma seria minha outra da minha irmã.

Ali baloiçava presa a uma fita de laço perfeito, colocado no cimo do carrinho.

Com o tempo era mudada para as caminhas para onde dormíamos por já não cabermos no carrinho.

Já se não usa hoje em dia, mas eu tive uma que no tempo se usava e guarda la-ei com o mesmo carinho que minha mãe usou ao ali coloca-la.