Que meus filhos e netas recordem o meu amor pela escrita! Afinal as histórias são feitas para serem partilhadas. Só assim elas se propagam e se perpetuam...

domingo, 8 de abril de 2018

ATÉ SEMPRE LUIS FILIPE






Meu grande amigo, apetece-me perguntar porque partiste!

Quase toda a minha vida estiveste presente nos momentos mais importantes da minha vida e isto há muitos anos.

Sei que são os desígnios de Deus, mas eu achava-te imortal.

Claro que a nossa hora chegará a todos mas aos amigos, é como se nos arrancassem um pouco do nosso coração.

Dei voltas as fotografias todas desde esse tempo e não pude deixar de chorar por te perder.

Imagina que te conheci teria os meus 17 anos, e passaste todos este tempo ao nosso lado falando de quando em vez ao telefone , perguntando pela mãe Augusta, como se dela fosse filho também, e anualmente lá estávamos abraçar-nos no almoço da nossa gente.

Como me lembro dos tempos de meninas que andávamos por todo lado sempre a rir e “no mal dizer”.

Estiveste ao meu lado como padrinho de casamento, e quando nasceu a Luisinha, batizaste-a.


Em Portugal conheci a tua companheira Carmo que hoje te recebeu nos braços, para onde foste.

Deixas-te a tua marca de amizade na tua filha Joaninha como lhe chamo. Olharei por ela sempre que precise e nela coloco a amizade que sempre te tive,

Não consigo hoje escrever mais pois as lágrimas correm-me pelo rosto, e cá em casa a tristeza baixou.

Não posso estar presente no Adeus pois infelizmente estou com um problema numa perna que me tolhe os movimentos, mas talvez tenha sido um desígnio de Deus para que não te veja desaparecer num pote de cinzas.

Meu querido amigo eterno, jamais serás esquecido nesta família que durante muito anos também foi a tua.

Que Deus te receba em seus braços pois mereces pelo que fizeste na terra.

Até sempre meu amigo, não nos almoços anuais terrenos, mas na luz de Deus para onde todos iremos um dia.


                                         

sábado, 7 de abril de 2018

EMILIA GOMES








Pois é, partiste, conheci-te desde pequena, a ti e teus irmãos, estudamos juntas no colégio, amiga de teus pais que nem se fala, pois como sabem foi um choque o seus desaparecimento.

Um choque que se guardou numa esperança nunca satisfeita, pois acho que já descansam há muito junto ao senhor.

Uma família bem conhecidas em Tete, amigos de todos . Como me ria quando ele colocava a mascara para se proteger do pó que andava no ar.

Primeiro o Tó, depois a Suzete e seus problemas, vós os três com quem me dava mais, fomos falando e encontrado-nos de quando em vez, ou ocasionalmente na rua ou numa festa das nossas.

A Emilia pessoa sempre alegre,vivia a vida com garra.


Numas viagem que fiz com ela as praias da Tunísia foi uma companheirona, quem diria que iria partir.

Sabemos que um dia todos nós se transformará numa estrela, mas a quem mais ligado estamos e parte primeiro doí.

Onde está aquela amiga que abraçou a minha mãe quando a viu, aquele sorriso sempre estampado em seu rosto, dançando as musicas da nossa terra , impecavelmente bem arranjada, independente, que gostava de voar, pegava nos comandos de um avião e voava sobre Tete numa liberdade só dela.


Anos passaram e fizeste o ultimo voo, aquele sem regresso para junto dos teus e de Deus.

Até um dia amiga jamais te esquecerei.