Que meus filhos e netas recordem o meu amor pela escrita! Afinal as histórias são feitas para serem partilhadas. Só assim elas se propagam e se perpetuam...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

A MARGARIDA





Pois realmente o tempo passa, ainda outro dia estava numa consulta, em frente ao écran de um aparelho coscuvilhando como seria o “piolhinho” que vinha a caminho, deixando-me aquela imagem, confusa, feliz e mil sentimentos que rapidamente se aninham num coração de avó.

Hoje em dia já se consegue ver o rosto e todo o bebé num ecran que parece desafiar-nos na espera que nasça.

Fui a primeira a vê-la, certo que ainda dentro da barriga da mãe, mas logo senti um amor incondicional, uma atracção completa entre o meu coração e o pequenino dela.

São horas que nunca uma mãe esquece, mas também uma avó, babada como eu.

A irmã mais velha deu-lhe o nome de Margarida, achei muito bem, seria a flor que não precisa de cheiro para todos gostarem dela. 

É uma flor bonita e muitas vezes decepada para lhe arrancarem as pétalas num bem me quer, mal me quer muito pouco ou nada.

Brincadeiras de namorados gaiatos como se e resposta que recebem fosse verdadeira, mas há sempre a tentação de o fazer.

Pois nasceu pequenina, perdia-se nos meus braços, conhecia-a ao vivo e a cores como é habito dizer.

E foi crescendo, sossegada certamente pensando só em mamar para crescer.

O tempo passa e faz o seu primeiro aninho, entra no jardim escola, de bibe amarelo quase lhe chegava aos pés, e sem dar conta, o tempo foi passando e hoje já faz 6 aninho.

Reguila, bonita , vaidosa, aos poucos tomando conta do seu espaço entre todos nós como se só ela existisse.

Pacientemente é a irmã a minha Maria Miguel, com 9 anos de diferença, que mais a atura, quando tem que estudar Margarida esgueira-se para junto de nós chamando a ela toda a atenção.

Em último recurso refastela-se no sofá em frente á TV e ninguém mais muda de canal enquanto o 40 e 44 de desenhos animados dispostos só para ela.

Margarida minha neta faz hoje o seu 6º aniversario que seja muito feliz, com muita saúde, e um futuro prospero.







quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

AS SUPERNANNYS


Tenho, ultimamente lido no facebook milhares de “post” sobre um programa que está a passar num canal televisivo cujo nome “Supernnanny”

Por acaso ainda não vi nenhum mas pelos comentários é certo e sabido do que se trata.

Na verdade as gentes portuguesas podem dizer mal de um programa ao extremo no entanto não deixam de ver religiosamente à hora marcada, mesmo que haja mais canais , mas mais que não seja para ter assunto para escrever e insultar todos os envolvidos no dita estação.

Confesso que é um assunto que tem que se lhe diga mas quem não tem culpas que atire a primeira pedra.

Que eu saiba as crianças nascem com o “disco rígido” limpinho, a partir daqui cabe aos pais colocar toda a informação necessária para que não se chegues aos extremos a que se refere o programa.

Sou mãe, avó e fui filha, logo imagine-se as supernannys que por aqui andaram…

Oh se andaram !! O máximo que houve nestas gerações foi uma macaiai que nada mais fazia que olhar para que os bebes não ficassem sozinhos por minutos que fosse.

Quanto a educação isso competia aos pais.

Se levantassem a mão mesmo que fosse à empregada logo ao pais o repreendiam chamando-os atenção ou se preciso fosse lá estava a palmadinha na mão, para verem que fizeram mal.

Ah porque são pequeninos e não entendem…, aí entendem sim porque não o tornam a fazer ou se o fizerem levam outra e outra até aprenderem.

A obediência, o bom comportamento a educação etc são de casa que se aprende.

Talvez por ser tão complexo educar uma criança, eu tenha prescindido dos empregos e os tenha acompanhado até muito tarde, mas hoje tenho o prazer de dizer que tenho uma família maravilhosa.

Por vezes nem todo o dinheiro compra coisas básicas entre pais e filhos, aliás mesmo que por força das circunstâncias da vida tenhamos que trabalhar, fora do emprego em primeiro lugar está atenção aos filhos, falar com eles, perguntar-lhes como correu a escola, leva-los ao jardim para brincarem e não chegar a casa ligar-lhes a TV ou dar-lhes para as mãos jogos eletrotécnicos, e ao fim de semana mete-los nos centros comerciais.

Se todos cumprissem os seus deveres de pai e mãe, as supernannys não eram necessárias, porque isto envergonha as crianças nas escolas e os pais passam por incompetentes.

Olhem pelos seus filhos como se fosse a maior joía da vossa vida, e não lhe facilitem tudo o que eles querem pois um dia vai arrepender-se.

Já agora a foto acima é das minhas supernannys da vida, o meu pai bastava abrir-nos os olhos que não sabíamos onde nos meter, a mãe mais condescendente, era e chinelo de borracha que tanto dava para nos chegar a roupa ao pelo ao fundo das costas, ou caso fugíssemos, atirar com ele e quase sempre acertava no alvo.

Abençoados sejam!

Uma boa cartilha que nos passaram de como educar um filho que há três gerações tem servido.